No horizonte de 2026, a relação entre os países da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e o Mercosul deixou de ser meramente diplomática para se tornar um motor de desenvolvimento industrial e segurança coletiva. A recente aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul — que cria um mercado de 780 milhões de pessoas — pavimentou o caminho para uma cooperação sem precedentes em setores de alta tecnologia e recursos críticos.
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Os membros da Aliança Atlântica encontram no Mercosul um parceiro vital para sua resiliência operacional e econômica:
Para as economias da América do Sul, a proximidade com a OTAN e seus membros representa uma oportunidade de salto tecnológico:
A convergência entre ambos os blocos abriu nichos de mercado específicos que projetam um crescimento sustentado para a próxima década:
A modernização das forças armadas mediante coprodução local é a área de maior dinamismo. Empresas turcas, como a ASELSAN, já lideram este modelo na Argentina com sistemas de radares e eletrônica naval, servindo de exemplo para outros membros da OTAN.
O Mercosul oferece oportunidades de mais de USD 40.000 milhões em infraestrutura energética (Vaca Muerta) e mineração. A demanda da OTAN por tecnologias de baixas emissões favorece os investimentos em energias renováveis na Patagônia e no norte minerador.
O acordo aéreo de 2025 e a expansão da Turkish Airlines facilitaram o transporte de carga de alto valor. Além disso, o investimento em plantas de processamento sob padrões internacionais permite que o Mercosul abasteça a demanda alimentar global com produtos de maior valor agregado.
Conclusão: A aliança entre a OTAN e o Mercosul em 2026 não é apenas um pacto de segurança, mas uma plataforma de negócios multidimensional. A estabilidade normativa oferecida pela América do Sul e a necessidade de parceiros confiáveis por parte da Aliança Atlântica criam um ambiente de soma positiva para o capital transatlântico.